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RECADO A EMANUEL

Prefeito não precisa de 'remedinho' para reunião, diz Mauro

A declaração ocorreu após Emanuel Pinheiro ter afirmado na semana passada que se percebesse que a falta de relação entre ele o governador, fosse prejudicar a capital, ele buscaria se reunir com o Paiaguás.

15/04/2021 22h34
Por: Redação
Fonte: Gazeta Digital

O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) não precisa tomar "remedinho" para se reunir com ele para discutir ações e políticas referentes a capital mato-grossense.   Segundo Mendes, ele sabe ser profissional e faz política "por amor" e que, por isso, está disposto a dialogar com o prefeito de Cuiabá.  

"Se ele quiser sentar comigo, eu sento agora, não precisa de remedinho", disse nesta quarta-feira (14) durante entrevista ao programa A Notícia de Frente da TV Vila Real.  

"Sempre serei um governador que vejo algo errado eu falo. Eu moro em Cuiabá, eu fui prefeito, eu conheço e to vendo. Mas independente disso sento com ele [Emanuel Pinheiro] e não vai precisar tomar remedinho. Primeiro porque faço com amor, para o bem e se for para o bem de Cuiabá de Mato Grosso, sento com qualquer pessoa", completou.  

A declaração ocorreu após Emanuel Pinheiro ter afirmado na semana passada que se percebesse que a falta de relação entre ele o governador, fosse prejudicar a capital, ele buscaria se reunir com o Paiaguás.   "Não tem que ter um encontro que não agrada a mim e nem a ele. Parem com isso. A cidade jamais seria prejudicada. Se eu imaginasse que Cuiabá pudesse ser prejudicada, tomaria o medicamento que fosse e iria a esse encontro. Mas não é necessário, Cuiabá sabe superar as dificuldades", disse Pinheiro na ocasião.  

 

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O governador também afirmou que não tem a intenção de ganhar dinheiro com a política e que se candidatou ao governo por acreditar que é possível fazer diferente e "dá retorno pra sociedade".  

"Não quero ficar polemizando, nunca ataquei prefeito A ou B. Agora quando vejo algo errado eu falo. Campo Grande tem 60 postos de vacinação, Cuiabá tem hoje dois ou 3. Filas quilométricas. Cidades do interior com 6, 7 postos. Como que eu fico calado diante disso", alegou.  

"Se ele quiser sentar comigo, eu sento agora. Agora eu sempre serei um governador que vejo algo errado eu falo. Eu moro em Cuiabá, eu fui prefeito, eu conheço e to vendo", finalizou o governador.  

A crise de ralação entre Emanuel Pinheiro e Mauro Mendes vem desde as eleições de 2016. De lá pra cá, a troca de farpas e ofensas tem se intensificado.

Porém, a falta de diálogo já demonstrou na prática, o quanto é prejudicial para a população. Na primeira etapa do programa Ser Família Emergencial, em que o Estado concederá um auxílio de R$ 150 para famílias de baixa renda, a capital do Estado ficou de fora.  

Já na semana passada, o início da imunização das forças de segurança do Estado, não ocorreu em Cuiabá, por conta do desentendimento entre capital e Estado.

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