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COMISSIONADOS

Governador nega aumento salarial e denuncia "fábrica de insanidades" em gabinete na AL de MT

Mauro destaca corte de quatro mil DGAs e economia anual de R$ 220 milhões

19/05/2020 14h38
Por: Redação
Fonte: FolhaMax

O governador Mauro Mendes (DEM) demonstrou irritação nesta terça-feira (19) com a divulgação de que ele estaria aumentando o salário do funcionalismo público através do projeto de lei complementar50/2020, aprovado pela Assembleia Legislativa na semana passada. O chefe do Executivo Estadual apontou o comportamento como uma “histeria coletiva” daqueles que não procuram se aprofundar acerca dos assuntos discutidos. 

“As redes sociais hoje virou uma verdadeira loucura. Uma histeria coletiva. Aparece um maluco lá. Fazaz a gravação de um vídeo e distorce fatos. Ninguém tenta entender. Ninguém lê as coisas e a partir dali todo mundo é especialista, fala, comenta, mete o pau, conversa fiado, fala, com todo respeito e perdão: m... É uma loucura. Quanto mais baixa a publicação, quanto mais o cara xinga, mais ele fala bobagem, parece que as pessoas gostam disso”, expressou hoje durante entrevista a Rádio Jovem Pan 93,3.

As declarações ocorrem após a discussão polêmica da aprovação da matéria que elevou o percentual de gratificação aos servidores efetivos em cargos de comissão. As críticas surgiram, principalmente, pelo estado de calamidade decretado em razão da pandemia do novo coronavírus. 

Atualmente, um servidor de carreira que ocupa um cargo de secretário de Estado, por exemplo, recebe o seu subsídio e mais 35% de gratificação sobre o valor do DGA-1 – que é R$ 18,2 mil. Essa gratificação passará a ser de 70% sobre o valor do DGA.

 
 

A mesma elevação de 70% se aplica ao DGA-2, que atualmente é de R$ 9,3 mil e paga uma gratificação de 40% aos efetivos em cargo comissionado. Sem citar diretamente o deputado estadual Ulysses Moraes (PSL), Mendes alfinetou o parlamentar, que foi um dos principais críticos da proposta do Executivo.

ASSESSOR MARAJÁ

O democrata ironizou o fato de Moraes, supostamente, manter um assessor só para produção de "memes e vídeos midiáticos" contra as propostas do Governo do Estado. “As pessoas leem a manchete, veem no WhatsApp e as pessoas não leem o texto. As pessoas estão sem paciência. Elas formam uma opinião e saem falando um monte de m... Teve um deputado que ele critica os salários, mas ele paga R$ 15 mil para um assessor. O que o assessor desse deputado faz? Vídeos, inverdades, distorcendo fatos. Um assessor não tem a mesma responsabilidade que tem um secretário de Fazenda, secretário de Saúde, um diretor de presídio”, criticou.

O chefe do Palácio Paiguás exemplificou que a medida regula os valores recebidos por servidores efetivos quando ocupam cargo comissionado. Segundo ele, mudanças deixam os cargos comissionados mais mais atrativos para os efetivos.

Com isto, não serão mais necessário, em algumas situações, a contratação de pessoas da iniciativa privada para exercer a função comissionada. “Para estimular o servidor assumir esses cargos comissionados, nós subimos sim um pouco esse valor. O valor do DGA, ele continua o mesmo, não houve nenhuma alteração. Quem falou que o Governo está subindo salário, ele mentiu descaradamente. Eu vi aquilo nas redes e falei: quanta insanidade. Pensa bem, você assumir um cargo para ser um diretor de um presidio para você ganhar R$ 900? Você assumiria? Um cargo de alta complexidade, colocar às vezes sua vida em risco, ser ameaçado para ganhar R$ 900 a mais?”, disse.

Após a aprovação do projeto no Legislativo, o Estado cortou quatro mil cargos comissionados. A economia anual será de R$ 220 milhões.

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