E-mail

contato@radardacidade.com.br

WhatsApp

............

Tropical - TOPO
FIM DO VLT

Emanuel critica votação na "calada da noite" e chama deputados de "vaquinha de presépio"

Governador ainda detonou deputados do MDB, que não o chamaram para discussão

08/01/2021 12h33
Por: Redação
Fonte: FolhaMax

O apoio maciço dos deputados estaduais ao governador Mauro Mendes (DEM), aprovando a troca do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) foi duramente criticado pelo prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), que já anunciou uma “guerra jurídica” contra o Governo do Estado para impedir a troca do modal. Pinheiro chamou de “vaquinha de presépio” os parlamentares que votaram a favor do projeto que autoriza substituir o modal VLT, cujas obras estão paralisadas desde dezembro de 2014 após consumir mais de R$ 1 bilhão.

Na Assembleia Legislativa, o projeto foi aprovado nesta quinta-feira (7), com apenas 19 votos a favor e 2 contrários: de Lúdio Cabral e Valdir Barranco, ambos do PT.  “Essa votação do VLT e BRT na Assembleia foi o símbolo do descompasso do meu partido com as ruas e com as urnas. Como é que uma bancada da AL que tem o prefeito reeleito sem o apoio deles, com voto popular, eles não me consultaram se deveriam votar ou não votar, pelo menos uma discussão. “Prefeito, o senhor tem um estudo aí, o que é melhor para Cuiabá?”. Mas não, não me consultaram. Nenhum telefonema eu recebi”, criticou Emanuel Pinheiro.

O MDB, partido de Emanuel Pinheiro, tem 3 deputados na Assembleia Legislativa: Janaina Riva, Romoaldo Júnior e Thiago Silva e todos votaram a favor de enterrar de uma vez por todas o VLT, cuja proposta inicial era que fosse entregue antes de junho de 2014 para atender a demanda de moradores e turistas que visitavam Cuiabá para participar dos jogos da Copa do Mundo de 2014, pois a Capital foi uma da subsedes.

Pinheiro se mostrou insatisfeito com todos eles, mas evitou citar os nomes de cada um ao disparar sua metralhadora de críticas. “Eu não fulanizo. O partido, fazendo um mapa das urnas no Estado, quem saiu fortalecido? Quem ganhou as eleições? De que forma? Não saia ofendendo lideranças, convidando governador para se filiar ao partido, um governador que não representa em nada o partido e as bandeiras que o MDB sempre defendeu. Pode até convidar, mas ouça a base, ouça o sentimento da população, de quem respeita o servidor público, de quem respeita a população e foi eleito com a maioria esmagadora dos votos dos servidores públicos”, disparou o emedebista.

 
 

Oriundo da Assembleia Legislativa, onde exerceu 4 mandatos como deputado estadual, Emanuel Pinheiro lamentou a postura dos parlamentares por não dialogarem com a população antes de votarem a favor da troca de transporte. “Ouça aqueles que defendem a modernização do transporte público, com VLT ou BRT. E não em uma votação onde a minha bancada inteirinha, como vaquinha de presépio, votou sem discutir nem conhecer nada da realidade, do que é melhor para a população cuiabana. Isso me indigna, pô, que partido é esse? Que partido é esse que está totalmente desconectado com as ruas, com o sentimento popular?”, reclamou o prefeito.

Por fim, o gestor, que já ingressou com uma ação no Tribunal de Justiça de Mato Grosso e outra no Superior Tribunal de Justiça (STJ), ainda no plantão de Ano Novo, para tentar impedir o governador Mauro Mendes de efetivar a troca do VLT pelo BRT, alegou que os deputados estaduais votaram sem ter qualquer conhecimento sobre o sistema de transporte coletivo de Cuiabá. Segundo ele, os usuários do serviço, em boa parte pessoas humildes e carentes, não foram ouvidos.

“Votaram sem consultar, uma votação na calada, de urgência urgentíssima, e não ouviram o prefeito da Capital, do partido deles, reeleito agora. O único reeleito do MDB em capitais. Não podemos tampar o sol com a peneira, dizer que isso é normal. Isso não é normal, é uma agressão à população cuiabana. E eu disse na campanha: mexeu com Cuiabá, mexeu comigo”, lamentou.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.