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PLANEJAMENTO

Campos reclama de abandono no DEM e alerta para evitar fracasso em 2022

Ex-governador afirma que diretórios no interior estão desestruturados

04/01/2021 21h30
Por: Redação
Fonte: F

Embora esteja numa posição confortável com a maior quantidade de prefeitos eleitos em 2020 – 25 no total -, além de estar à frente do Governo do Estado,  no comando da Assembleia Legislativa e ter um senador, o Democratas (DEM) vivencia um clima de insatisfação por parte de um grupo que afirma haver um “abandono” capaz de comprometer o desempenho da legenda no pleito de 2022. A análise é do ex-senador e ex-governador Júlio Campos, uma das principais lideranças democratas em Mato Grosso, que reclama da atual situação vivenciada no partido presidido pelo ex-deputado federal e suplente de senador, Fábio Garcia.

Apesar de tecer críticas aos correligionários que estão no comando do partido, ele afirma não ter interesse na troca de presidente e nega que o DEM esteja rachado com uma parte apoiando o “grupo” do governador Mauro Mendes e outra ala em defesa dos irmãos Campos, no caso ele o senador Jayme Campos. Tal situação ficou evidenciada na disputa da eleição suplementar ao Senado em 2020 quando Mendes defendeu o projeto vitorioso de Carlos Fávaro (PSD), enquanto Júlio e Jayme apoiaram Nilson Leitão (PSDB) e saíram derrotados.

“Não é DEM do Mauro e nem do Júlio. O DEM tem 55 mil filiados e nós precisamos preparar o partido para a eleição do ano que vem. Veja bem: acabaram as coligações, se o DEM não preparar agora, este ano descobrindo novas lideranças no interior como nós vamos disputar a Assembleia e a Câmara Federal no ano que vem?”, questionou Júlio Campos, amenizando a situação do “racha interno” que veio à tona durante a eleição ao Senado.

Conforme o democrata, o momento agora é de realinhar os discursos e colocar em prática um planejamento estratégico para buscar novos filiados, novas lideranças com capacidade de disputar as eleições do próximo ano. “Nós vamos precisar de 12 candidatos a federal pra eleger 1 ou 2, vamos precisar de 36 candidatos estaduais pra eleger 3 ou até 4 e ai? Não vai preparar o partido, vai continuar com o partido debaixo do braço? Só está tendo comissão provisória, antigamente o DEM tinha 141 diretórios municipais, hoje nós temos 20. O resto é tudo comissão provisória. Comissão provisória você não consegue agregar novos valores”, pontua Júlio Campos.

 
 

ABANDONO

Pelo menos por ora, Júlio Campos não defende a troca de comando do Diretório Estadual, mas afirma que o presidente Fábio Garcia precisa visitar mais o partido. “O Fábio tinha questões empresariais, estava morando em Rondonópolis, mas agora já veio pra Cuiabá e acho que agora ele pode se dedicar mais. Eu pedi ao governador e falei que está na hora de nós dedicarmos alguns fins de semana para ir pro interior inaugurar obras para o governador estar presente e ter o retorno”, argumenta o representante da família Campos.

Ele afirma que hoje o partido está “desarrumado” e isso compromete a disputa eleitoral para os cargos de governador, senador e deputados estaduais e federais. “Lá no interior tem reclamado muito do abandono que o partido está. Se você for no diretório regional do DEM só tem 2 funcionárias, não vai um dirigente lá. Eu desisti, eu ia lá, mas não tinha clima, então me afastei”,  revelou Júlio Campos, ao alertar que atualmente no Estado, são apenas  20 cidades onde o DEM existe de fato e de direito. “Os demais municípios estão com a comissão provisória como que vamos achar filiados novos?”, questiona o ex-governador alertando para a necessidade de buscar ex-prefeitos que acabaram de encerrar mandatos e convidá-los a se filiarem ao DEM para serem candidatos no pleito de 2022, o que permitirá ao partido ter chapa própria.

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