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REVIRAVOLTA

Esposa passa a ser suspeita de morte de empresário em MT

Wagner Florêncio Pimentel foi morto em fevereiro de 2019 e investigações apontavam que crime teria relação com possível delação na Operação Crédito Podre

19/10/2020 13h13
Por: Redação
Fonte: FolhaMax

Keila Alberto de Oliveira é apontada como uma das principais responsáveis pela morte do seu marido, o empresário Wagner Florêncio Pimentel Alberto de Oliveira. A morte dele ocorreu em 9 de fevereiro de 2019 e é investigada pela DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa). 

O possível envolvimento da esposa causa uma reviravolta no caso. Wagner Florencio Pimentel era investigado na Operação Crédito Podre - que apurou um grande esquema de sonegação no Estado - e, segundo rumores, estaria firmando acordo de colaboração premiada.

Na época, chegou a ser cogitado que a morte dele seria uma "queima de arquivo". De acordo com as investigações, Keila decidiu participar da trama para "ceifar a vida" do marido em virtude de problemas em sua vida profissional e também amorosa.

Ela teria contado com apoio de Michel Padilha da Silva, que teria se aproximado dela para obter informações sobre os "passos" da vítima. Michel, sim, teria interesse em interferir nas investigações da Crédito Podre.

 
 

Outro envolvido no caso seria Lucas Osório Goes Filho, também interessado em encerrar as investigações da operação da Delegacia Fazendária. “Vínculo entre os investigados corrobora com a denúncia preliminar que aponta como mandantes Keila Catarina de Paula, Michel Padilha da Silva e Lucas Osório Goes Filho, cuja motivação seria a dívida com o advogado M.D., que orçou cerca de meio milhão, valor este que a vítima não quis ressarcir”, diz trecho de documento da investigação.

RELAÇÃO DE KEILA E MICHEL

As investigações apontaram relação próxima de Keila e Michel. Ambos estiveram juntos na Central de Verificação de Óbitos de Cuiabá após a morte de Wagner Florêncio.

Em depoimento, Keila falou que Michel deu apoio à família quando a vítima esteve presa. Porém, no decorrer das investigações, foi apontado uma relação mais próxima entre eles.

Inclusive, Michel esteve auxiliando Keila na busca por um apartamento para alugar.

O CASO

O empresário Wagner Florêncio Pimentel, investigado na ‘Operação Crédito Podre’, foi assassinado no início de fevereiro de 2019. Após as investigações, a Polícia Judiciária Civil (PJC) chegou a cumrir cinco mandados de prisão contra envolvidos no assassinato do empresário, mas dois foram liberados por terem a participação descartada. 

Os investigados foram Gilmar Fernando Borges Resplande Amorim, que pilotou a motocicleta; Adão Joasir Fontoura, apontado pelas investigações como o executor da vítima; e Dayane Pereira Fontoura, flagrada ao passar em um veículo ao lado do carro do empresário, depois de morto.

Wagner Florêncio Pimentel foi assassinado a tiros no Jardim das Américas, em Cuiabá. Ele era investigado pela Operação Crédito Podre, deflagrada pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários contra a Administração Pública (Defaz) em dezembro de 2017. 

Imagens colhidas de câmeras de segurança mostram que Wagner foi seguido enquanto estava no Shopping 3 Américas, onde possuía uma franquia. A todo o momento, segundo imagens da câmera, o casal responsável pelo monitoramento falava ao celular, possivelmente repassando informações sobre a vítima aos demais envolvidos.

Após sua saída do shopping, sem perceber, o empresário foi perseguido pelos criminosos. O executor, que estava de moto, então aproveitou que Pimentel precisou reduzir a velocidade para passar por uma lombada e, se aproximando do carro, efetuou diversos disparos de arma de fogo contra Wagner, resultando em sua morte.

Após isso, outro veículo passa ao lado do carro de Wagner em baixa velocidade, onde os integrantes verificam a eficácia do plano. Gilmar Fernando Borges Resplande Amorim foi liberado pela delegada na tarde de quinta-feira (7).

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