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Réu, prefeito de Cuiabá garante que processo será importante para

Prefeito não entrou em detalhes sobre teor da denúncia ou linha de defesa

12/09/2020 14h59Atualizado há 1 semana
Por: Redação
Fonte: FolhaMax

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), se manifestou no final da manhã deste sábado (12) sobre a decisão do  juiz da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, Jeferson Schneider, que o torna réu na ação que investiga o suposto recebimento de propina por parte do ex-governador Silval Barbosa (sem partido). O emedebista alega que tomou conhecimento dos fatos pela imprensa e afirma que provará sua inocência nos autos do processo. 

“Como já dito em outras oportunidades, caso realmente esta denúncia tenha sido recebida, reitero que o processo servirá para trazer a realidade dos fatos a tona e provar a minha inocência. No momento minha prioridade é o povo cuiabano e fazer frente as minhas responsabilidades com a capital mato-grossense”, diz trecho da nota. 

Emanuel, na nota, não entrou em detalhes sobre os apontamentos da denúncia, nem sobre a linha de defesa que atuará.

A denúncia foi encaminhada pelo Ministério Público Federal (MPF) e acatada nesta sexta-feira (11), pela Justiça. 

 
 

Além do prefeito, outros 9 ex-deputados estaduais, que participaram da legislatura 2011-2015, também se tornaram réus por decisão de Schneider. São eles: José Joaquim de Souza Filho (Baiano Filho), Luiz Marinho de Souza Botelho, Luciane Bezerra, Alexandre César, Gilmar Fabris, Carlos Antonio de Azambuja, Ezequiel Fonseca, Airton Rondina Luiz (Airton Português) e José Domingos Fraga. Silval Barbosa e Sílvio Correa, delatores do esquema, também se tornaram réus.

A ação tem como base o vídeo entregue por Silval em sua delação premiada, em que uma série de deputados estaduais da legislatura 2011-2015 aparecem recebendo dinheiro das mãos do ex-chefe de gabinete do ex-governador, Sílvio César Correa Araújo.

Na decisão, o magistrado citou trecho da denúncia, que aponta que o ex-governador acertou o pagamento de R$ 600 mil a cada deputado à época para "garantir a governabilidade" na Assembleia Legislativa. O pagamento era realizado em parcelas de R$ 50 mil mensais.

É nesse contexto que entra Emanuel Pinheiro. "Dirigiu-se até ao gabinete de Sílvio Cezar Corrêa Araújo, localizado na governadoria do Estado de Mato Grosso, ocasião na qual recebeu, a título de propina, a quantia de R$ 50 mil reais", afirmam os procuradores da República.

Naquele dia, segundo os procuradores, Emanuel recebeu R$ 20 mil em espécie, ou seja, "dinheiro vivo". O restante ficou para ser repassado para outra pessoa, não identificada no vídeo.

De acordo com o MPF, o prefeito declarou que o recebimento de recursos tinha como base uma cobrança de dívida que estava fazendo para seu irmão, o empresário Marco Pólo Freitas. Essa dívida seria referente a pesquisas realizadas pelo instituto do irmão do prefeito.

“Segundo Emanuel Pinheiro, Silval da Cunha Barbosa não pagou Marco Polo pelos serviços prestados e que atendendo ao pedido de seu irmão, passou a ajudá-lo na cobrança dessa dívida”, disse em seu depoimento.

O recebimento da denúncia ocorre às vésperas das convenções partidárias que devem homologar Emanuel Pinheiro como candidato a reeleição em Cuiabá. Além disso, ele enfrentará, nos próximos dias, julgamento na Câmara Municipal sobre o relatório final da CPI do Paletó, que pede seu afastamento justamente pelo episódio em que recebe o dinheiro das mãos de Sílvio Correa.

Confira a nota na íntegra:

Sobre as notícias veiculadas na mídia nesta manhã de sábado, 12/09/2020, informo que tomei conhecimento apenas pela imprensa do eventual recebimento da denúncia por parte do juízo da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, portanto, até o presente momento não fui formalmente intimado do teor de tal decisão.

Como já dito em outras oportunidades, caso realmente esta denúncia tenha sido recebida, reitero que o processo servirá para trazer a realidade dos fatos a tona e provar a minha inocência.

No momento minha prioridade é o povo cuiabano e fazer frente as minhas responsabilidades com a capital mato-grossense.

Tenho muita fé na justiça e esperança no futuro*.

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