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DENÚNCIAS EM SÉRIE

“Não vou descansar enquanto não for preso”, diz vítima de advogado em Cuiabá

Cleverson é acusado de estupro, violência psicológica, ameaça e outros crimes

09/09/2020 08h00
Por: Redação
Fonte: FolhaMax

A médica Laryssa de Moraes conversou, em live nas redes sociais, com a empresária Mariana Vidotto. Elas fazem parte do grupo de 10 mulheres que denunciaram o advogado Cleverson Campos Contó, de 33 anos, por crimes de agressão, estupro, ameaça, entre outros.

Mariana pediu pela prisão do advogado em uma representação criminal. No documento, Mariana expõe que sofreu chantagens quando tentava terminar o relacionamento, já que o suspeito tinha fotos e vídeos dela nua. 

Na live, ela reforçou o objetivo. “Não vou descansar enquanto ele não for preso”, declarou.

Ambas afirmam que, no começo, Contó se apresenta como alguém “solícito, disposto, amigo e galanteador”. Laryssa contou que, em determinado momento do relacionamento, um familiar dele “brincou” dizendo que ele era extremamente ciumento e que ela “não imaginava com quem estava se metendo”. “Hoje percebo que foi até um alerta, mas a gente fica cega, se apaixona”, disse. 

De acordo com a médica, a primeira agressão aconteceu em 4 de junho de 2016, em uma quitinete onde o advogado morava. O casal tinha acabado de chegar de viagem e, ainda no corredor do prédio, ela foi vítima de um soco. 

“Na medicina chamamos de soco precordial, que pode causar até uma parada cardíaca na pessoa. Foi na porta da casa dele, eu voei para porta de incêndio e cai, quando cai esse amigo [um vizinho que ouviu as agressões] tentou ajudar. O elevador abre e eu entro para tentar sair do prédio, ele entra junto, me chuta. Para minha salvação, essas imagens consegui salvar”, lembrou. 

Após esse episódio, Laryssa contou que passou a sofrer agressões ainda mais intensas. “Essas violências continuaram. Era sempre muito ciúme. Uma vez viajamos para o Rio de Janeiro e ele tinha que escolher o biquíni. Hoje, tenho pânico de pegar em celular, sempre que pegava era um negócio de vir me bater por ciúmes”, disse. 

A médica também relatou que o advogado tinha costume de se trancar em outro cômodo da casa para “vasculhar” a bolsa dela. Em uma dessas ocasiões, ele achou um pen-drive guardado dentro de um estojo e acabou vendo imagens de Laryssa com um antigo namorado. 

“Tinha coisas de faculdade e tinham fotos de um relacionamento anterior, em uma viagem que tinha feito. Nem lembrava que essas fotos existiam. Me acordou aos socos. Nesse dia realmente ele me deu uma surra. Um soco no olho que na hora já escorreu sangue. Não conseguia enxergar. Hoje estou acima do peso, mas na época pesava 58 quilos", desabafou.

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