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CASO MIRELA

Juiz manda caso para o Tribunal do Juri e mantém prisão da madrasta

No dia 13 de junho de 2019 a menina, que tinha 11 anos, sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu

03/09/2020 08h17
Por: Redação
Fonte: AgoraMT

Jaira Gonçalves será julgada pelo Tribunal do Juri acusada de homicídio triplamente qualificado. A decisão da Vara Criminal de Cuiabá foi publicada nesta quarta-feira (2) após o cumprimento dos tramites de instrução processual.

Jaira é acusada de matar a enteada dela, Mirela Chue, colocando pequenas doses de veneno na comida da menina ao longo de três meses.

No dia 13 de junho de 2019 a menina, que tinha 11 anos, sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu. Exames de necropsia encontraram vestígios de veneno na corrente sanguínea dela e a Polícia Civil abriu uma investigação.

Quase dois meses depois da morte de Mirela a madrasta foi presa. Para a Polícia Civil e o Ministério Público ela matou Mirela para ter acesso a cerca de R$ 800 mil que a menor recebeu de indenização de um hospital de Cuiabá pela morte da mãe dela no parto, provavelmente por erro médico.

Mirela só teria acesso ao dinheiro quando completasse 18 anos. Os valores estavam depositados em uma conta judicial.

Jaira irá responder por homicídio triplamente qualificado. Por crime cometido por motivo futil, com envenenamento e sem chances de defesa da vítima.

Ao mandar o caso para o Tribunal do Juri o magistrado determinou que a ré continue presa, até o julgamento, que deve acontecer em no máximo seis meses.

O Tribunal do Juri é formado por pessoas da sociedade, que assumem o papel de julgadores em casos de crimes contra a vida. Ao juiz cabe aplicar a sentença com base na decisão do colegiado civil.

O advogado Luciano Neves, que foi contratado pela família materna de Mirela para auxiliar o Ministério Público falou sobre o encaminhado ao Tribunal do Juri.

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